Operação Carne Fraca: Quem ganha com essa crise e como reverter a situação?

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Recentemente fomos bombardeados com uma série de denúncias a respeito da qualidade da carne que está sendo vendida em frigoríficos e supermercados. As principais marcas de produtos que chegam às mesas dos consumidores se viram em meio a uma crise de imagem sem precedentes.

Com consequência da Operação Carne Fraca, 34% das exportações de carne brasileiras foram embargadas até dia 20 do mês passado. União Européia, China, Chile e Coréia do Sul barraram a compra de produtos brasileiros em virtude do escândalo e, fatalmente, a economia será afetada. Mas quem de fato está lucrando com essa situação?

Os interesses políticos por trás da Operação Carne Fraca

Sabemos que o Congresso tem uma lista de medidas impopulares a serem sancionadas nos próximos meses. Entre elas, a terceirização da mão de obra, da reforma trabalhista e a reforma da previdência.

Diante do escândalo da carne estragada, os olhos dos brasileiros se voltaram para a qualidade da alimentação, dos produtos que compram e para a ética das empresas envolvidas, esquecendo-se momentaneamente dos temas que estão gerando revolta e protestos.

Logo depois da aprovação do projeto que permite a terceirização de qualquer atividade das empresas, o tema da carne foi decaindo e até surgiram notícias dizendo que a operação da Polícia Federal não era assim tão importante.

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Os interesses mercadológicos na crise da carne adulterada

Outro ponto de vista sobre o tema é o mercadológico: quem não teve a marca mencionada na Operação Carne Fraca estava comemorando o crescimento das vendas e as oportunidades de novos negócios.

A disputa por um mercado de 400 bilhões de reais ao ano não é nada fácil. Quem está estabelecido não quer dar brecha para que outros compartilhem de tal faturamento e os que não fazem parte do grupo de privilegiados fazem de tudo para chegar lá.

Some a isso funcionários públicos que veem diariamente grandes somas de dinheiro indo e vindo e sonham em ter um lugar ao sol, em fazer parte de grandes esquemas e serem beneficiados por um delito que parece simples: mudar uma data, um dado ou uma informação. E a crise está instalada.

Como reverter a crise?

Primeiramente, as empresas envolvidas no escândalo terão que trabalhar fortemente em sistemas que confiram maior segurança nas transações, com monitoramento 24 horas, restrição de acesso e inspeção da carne.

A crise de imagem perdurará por algum tempo, mas um bom trabalho de comunicação pode devolver parte da credibilidade dos brasileiros com relação ao consumo de produtos destas marcas.

No que tange aos órgãos governamentais, rigor nas auditorias, com o auxílio de tecnologias que possibilitem a troca de informações em tempo real. Conferência de dados, análises sanitárias, padrões de qualidade, responsabilização por inspeções, tudo pode ser melhor controlado com o auxílio de ferramentas desenvolvidas especificamente para este fim.

Medidas como essas requerem investimentos, parceiros confiáveis e um “mea culpa” tanto das empresas envolvidas quanto do Ministério da Agricultura, que deixou de cumprir o seu papel. Mas acreditamos que seja possível sim sair dessa situação com um grande aprendizado.

E você, o que pensa a respeito deste tema? Deixe seu comentário!

 

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