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Como o Supply Chain Finance pode contribuir no planejamento financeiro

O conceito de Supply Chain ou Cadeia de Abastecimento já é bastante conhecido no segmento logístico. O que ainda é pouco explorado no Brasil é o Supply Chain Finance, uma forma inovadora de otimizar recursos utilizando-se de toda a cadeia de abastecimento da empresa.

A ideia já está bastante difundida no mundo e permite uma significativa redução do custo operacional das organizações. Confira agora mesmo como aproveitar essa estratégia no seu negócio!

O que é Supply Chain Finance

Em português, o termo significa Financiamento da Cadeia de Abastecimento, mas não estamos falando de empréstimos ou financiamentos bancários. O sistema funciona da seguinte maneira: o comprador antecipa pagamentos ao fornecedor, obtendo créditos a serem utilizados ao longo do tempo com a aquisição de insumos e mercadorias ou ainda, serviços.

Com a antecipação dos recebíveis, o fornecedor tem condições de impulsionar os negócios, obtendo capital de giro imediato para suas operações, sem precisar pagar juros e taxas a bancos ou outras instituições financeiras.

O modelo de negócios é baseado no fomento mercantil, entretanto, as negociações acontecem dentro da cadeia de abastecimento da empresa, mediante a intermediação de instituições financeiras ou ainda plataformas on-line que oferecem este tipo de serviço.

As transações são altamente seguras e fortalecem a cadeia produtiva da empresa, assegurando saúde financeira para todos os envolvidos.

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Quais as vantagens do Supply Chain Finance

O grande intuito de manter um sistema autônomo de financiamento da cadeia de abastecimento é integrar as empresas envolvidas de modo que elas possam manter a eficiência financeira sem recorrer a agentes bancários, o que gera uma grande perda de recursos com o pagamento de taxas e juros. Todos os envolvidos têm ganhos com este modelo de financiamento:

Planejamento financeiro

O comprador, que antecipa recebíveis, tem garantia de descontos por compras à vista, reduzindo o nível de endividamento da empresa. Ao mesmo tempo, o fornecedor, que recebe os valores antecipados, gera capital de giro sem recorrer a empréstimos e financiamentos.

Esse controle interno favorece o planejamento financeiro de ambas empresas, que podem, a longo prazo, reduzir os custos operacionais e obter maior eficiência no controle de gastos.

Redução da necessidade de capital de giro

Estoques parados comprometem o capital de giro da empresa, que mobiliza uma quantidade enorme de recursos – físicos e financeiros – para manter a manutenção do armazém.

Com a implementação do Supply Chain Finance, o comprador não precisa receber todos os produtos comprados de imediato, ele fica com um crédito junto ao fornecedor, que pode ser utilizado sempre quando necessário.

O ganho está em manter os estoques enxutos, reduzindo o uso do capital de giro e mantendo o fluxo de caixa fluido para outras despesas imediatas da empresa.

Redução do nível de endividamento das empresas

Como a cadeia de abastecimento se autofinancia mediante operações de crédito e débito entre os integrantes, o nível de endividamento das empresas é reduzido, o que se reflete em maior sustentabilidade financeira para todos.

Diante disso, o segmento se fortalece, ganha competitividade no mercado e pode escalar os negócios pensando sempre em gerar valor para toda a cadeia produtiva.

Como você pode imaginar, o Supply Chain Finance pode ser utilizado em qualquer segmento de negócio, desde o transporte até as mais altas tecnologias. Já pensou em implementar um sistema desses com seus parceiros de negócio?

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O que mudou com a Lei do Caminhoneiro (Lei 13.103/2015)?

A rotina de trabalho dos caminhoneiros não é nada fácil. Enfrentar horas a fio na condução de um veículo que exige destreza e segurança, sem falar na responsabilidade sobre a carga que está levando, costuma ser um trabalho árduo.

Em virtude disso, as discussões sobre melhorias na qualidade de vida no trabalho para estes profissionais tem sido alvo de debates há vários anos, o que culminou na Lei 13.103/2015, também chamada de Lei do Caminhoneiro. As alterações que ela trouxe, você vai saber agora mesmo:

Controle de jornada

A jornada do caminhoneiro sempre foi um tema delicado. Muitos dirigiam por 12, 16, 20 horas seguidas para cumprir com cronogramas apertados de entregas. O sono e o cansaço eram combatidos com muito café e, muitas vezes, drogas.

Para aliviar a pressão sofrida, a nova Lei do Caminhoneiro determina que a jornada destes profissionais é de 8 horas diárias, podendo ser estendida por mais 4 horas em situações excepcionais. No entanto, o que não fica claro é quanto ao início e término da jornada de trabalho.

Desconsiderando as 8 horas ininterruptas de descanso, o motorista tem 16 horas para distribuir as movimentações da carga, o que pode significar jornadas em horários noturnos, os quais demandam o pagamento de adicional noturno por parte do empregador.

Além disso, o controle da jornada passa a ser responsabilidade tanto da empresa contratante quanto do motorista: diários de bordo e rastreamento do veículo permitem saber se as regras estão sendo cumpridas.

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Descanso

Como forma de facilitar o deslocamento e, ao mesmo tempo, garantir um bom descanso aos caminhoneiros, a Lei 13.103/2015 também alterou dispositivos da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho para que os motoristas possam descansar 8 horas consecutivas entre uma jornada e outra e mais 3 horas distribuídas ao longo do dia, coincidindo ou não com os 30 minutos de descanso a cada 5h30 de direção.

O fracionamento do descanso pode ser visto sob dois aspectos: um positivo, pois o caminhoneiro pode decidir quando parar; e outro negativo, pois o trabalhador pode ficar à mercê do comando do empregador para efetuar tal descanso. Tudo dependerá da relação entre contratante e contratado.

Tempo de espera

Este é o artigo mais contraditório da Lei 13.103/2015, pois afirma que o tempo de espera não configurará jornada de trabalho e só poderá ser considerado tempo de descanso a partir de 2 horas de espera.

O texto da Lei diz ainda que o caminhoneiro poderá fazer movimentações necessárias do veículo sem cômputo de tais ações como jornada de trabalho. No entanto, terá assegurado o descanso de 8 horas ininterruptas mesmo com o tempo de espera superando as 2 horas. E vai além: só será considerado descanso se houver condições adequadas de descanso para o trabalhador. Em outras palavras, o tempo de espera dentro do veículo, em uma determinada estrada sem recursos como hotéis, restaurantes ou paradas, não será considerado descanso, tampouco, jornada de trabalho.

Saúde e segurança

Os motoristas contratados terão direito a um seguro obrigatório no valor de 10 vezes o piso salarial da categoria, caso venha a ocorrer o falecimento do caminhoneiro por qualquer motivo. Além disso, visando garantir a saúde e segurança dos profissionais, os exames toxicológicos ficam mais rigorosos.

Os motoristas contratados passarão por exames periódicos, a cada 90 dias, e os autônomos serão submetidos a exames toxicológicos no momento da contratação e da finalização do trabalho.

Algumas mudanças foram positivas, enquanto outras suscitam ainda mais dúvidas quanto à atuação do caminhoneiro. E você, o que pensa a respeito destas alterações? Deixe seu comentário!

 

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Conheça a política de Menu-Pricing e como ganhar a confiança do seu cliente

A redução de custos operacionais é um dos maiores objetivos das empresas que dependem de fretes para distribuir seus produtos geograficamente. Aliado a isto, vem a necessidade de otimizar o tempo de entrega das mercadorias e conquistar a confiança do cliente mediante um atendimento logístico de excelência.

Desafios não faltam, não é mesmo? Mas existe uma forma de melhorar sua inteligência de fretes e ganhar não só competitividade no mercado como verdadeiros aliados no combate aos custos logísticos. Essa solução se chama Menu-Pricing.

O que é Menu-Pricing

Também chamado de Bracket Pricing Logístico, o Menu-Pricing consiste em uma estratégia mercadológica interessante: separar o custo do produto do custo logístico, apresentando os valores em separado para o cliente.

Para muitos, parece uma estratégia arriscada, porque o cliente pode vir a pensar que você está sobretaxando a operação logística no intuito de ganhar dinheiro com isso. Para outros, trata-se da oportunidade de fazer com que seus clientes se tornem parceiros de negócio, ajudando-o a encontrar alternativas para reduzir os custos logísticos e assim desenvolver uma relação ganha-ganha.

Existem duas formas de apresentação dos valores ao cliente no Menu-Pricing:

  • Apresentar o preço dos produtos e as opções de envio, cada qual com seu custo. Por exemplo: serviço de palletização; serviço de embalagem; entrega centralizada; entrega descentralizada; entre outros.
  • Apresentar o preço total do serviço (produto + logística) seguido de uma tabela de descontos com opções de adesão para o cliente. Por exemplo: entregas até o dia 15, desconto de R$ 500,00.

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Na primeira opção, o cliente tem mais condições de analisar as possibilidades e mudar o formato de envio de modo que ele se torne mais eficiente e menos custoso. Já no segundo, ele optará pelo desconto, não necessariamente priorizando suas necessidades de entrega. Por outro lado, a política de descontos pode educar o seu cliente e melhorar sua eficiência da sua cadeia de valor, contribuindo para a redução de custo operacional e consequente aumento da margem de lucro.

Como implementar o Menu-Pricing

A implementação desta solução envolve todos os setores que se relacionam com os clientes, portanto, deve ser decidida com base em uma confluência de interesses. Ao otimizar a cadeia de distribuição da empresa, todos saem ganhando. É uma questão de saber conscientizar os atores envolvidos.

No momento de determinar se é possível usar o Bracket Pricing para melhorar o engajamento e confiança dos seus clientes, pergunte-se:

  • Quais são os requisitos exigidos pelo cliente no atendimento logístico? (palletização, entregas frequentes, entregas centralizadas ou não, etc)
  • Qual é o menor custo possível para atender a estes requisitos sem perder a qualidade do serviço prestado?
  • Há possibilidade de mudança no formato de entregas para este cliente? Quais seriam as opções?
  • Como reduzir os custos de atendimento para este cliente?

Note que você precisa conhecer muito bem o negócio do seu cliente e suas necessidades quanto à compra e recebimento de mercadorias. Uma empresa que trabalha com cristais, por exemplo, não pode prescindir de uma embalagem que garanta a integridade dos produtos. Desta maneira, seria inviável sugerir uma embalagem de qualidade inferior.

Faça um teste com os clientes que possuem um bom relacionamento com a empresa. Explique em que consiste a estratégia e que todos sairão ganhando caso ela seja efetiva. A implementação em ondas é mais recomendada porque você pode dar a devida atenção aos clientes que estão mudando o formato de atendimento, deixando-os mais seguros com relação aos novos processos.

O acompanhamento das métricas, isto é, da redução de custos, aumento da eficiência, diminuição dos prazos, também se torna mais fácil nos primeiros meses, ajudando-o a realizar auditorias mais confiáveis.

Você já conhecia o Menu-Pricing? Ficou com alguma dúvida em relação à estratégia e como implementá-la? Deixe seu comentário!

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A importância da Conciliação de Fornecedores e Clientes

Controlar as entradas e saídas de recursos de uma empresa é, sem dúvida, um dos processos mais importantes da gestão financeira. É muito comum defender a manutenção do fluxo de caixa, mas nem sempre se dá a devida atenção à conciliação contábil entre clientes e fornecedores. Aliás, segundo o IBGE, a falta de controle neste aspecto é um dos principais motivos de falência em empresas com menos de três anos de funcionamento no Brasil.

A conciliação de pagamentos de clientes e fornecedores é o procedimento de comparar os pagamentos devidos aos fornecedores e o regime de ingressos relacionados com os pagamentos do cliente. Para dar um exemplo concreto: se você vendeu em 10 parcelas para os clientes e tem que pagar o fornecedor em 3, vai precisar mover recursos para pagar as suas contas antes de receber.

Políticas de Prazos

Em outras palavras, vamos falar da sua “política de prazos” e como suas variações podem afetar a sua empresa. Facilitar o pagamento pode ter consequências positivas ao trazer mais clientes para seu empreendimento, mas é importante fazer todas as contas para formular uma estratégia de prazos que não afete a sua prática comercial. Em setores muito concorridos – eletrodomésticos, por exemplo -, a conciliação de clientes e fornecedores pode marcar a diferença entre o sucesso e o fracasso.

A variável estoque

Outro aspecto fundamental a considerar é o tempo de permanência da mercadoria no seu estoque. Esse período precisa ser adicionado à conta da espera pelo pagamento dos seus clientes. Uma empresa não pode ignorar o lapso de tempo de mercadoria parada e só conciliar os prazos entre clientes e fornecedores: a espera no armazém afeta os cálculos: quanto mais tempo demorar para vender, mais tempo leva para receber.

Dessa forma, se sua empresa começar a contar o tempo no momento em que o fornecedor entrega os produtos e as faturas relacionadas, não deixe de considerar o tempo de permanência da mercadoria em estoque ao tempo que você vai começar a receber pela venda.

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Duas hipóteses possíveis

De acordo com o seu funcionamento, ou política de vendas a prazo, podem surgir duas situações:

  • A soma do tempo de permanência em estoque com o plano de parcelas é maior do que o acordo feito com os fornecedores, ou;
  • Sua empresa recebe antes do prazo estabelecido para pagamento dos fornecedores.

Na primeira hipótese, o resultado é óbvio: vai faltar dinheiro e você vai precisar recorrer ao seu capital de giro ou pedir um empréstimo para honrar os compromissos. Na segunda, sua empresa vai dispor dos recursos necessários para pagar os fornecedores, mas é fundamental destacar que esse capital não é da empresa, tem que ser destinado aos pagamentos.

Por isso, é tão importante realizar um controle financeiro permanente das contas a pagar aos fornecedores e conciliar com os pagamentos previstos dos clientes. Dessa forma, você tem a garantia de cobrar o necessário – e no tempo correto – para seguir funcionando e ter margem para fazer ajustes rapidamente quando surja algum inconveniente.

Não é tão difícil quanto parece, não é? Então que tal começar a fazer a sua conciliação de fornecedores e clientes agora mesmo? Se sentir alguma dificuldade, deixe seu comentário!

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Errei na emissão do CTe, o que fazer?

O Cte surgiu como um recurso que permite reduzir custos de transporte e minimizar discrepâncias entre mercadorias transportadas e as notas relacionadas a cada frete. Não é incomum ver casos onde se confundem conceitos e características específicas na hora de emitir o CTe, por isso, vamos falar de alguns itens e perguntas comuns na hora de proceder com a emissão do Controle de Transporte eletrônico.

Posso Cancelar um CTe?

Nos casos onde a cara ainda não tenha entrado em circulação e o prazo ainda esteja vigente, é possível cancelar o CTe. A possibilidade é importante quando foram lançados valores equivocados e é preciso retificar as informações do Conhecimento de Transporte eletrônico em questão. Você pode cancelar um CTe até 7 dias / 168 horas após a emissão do mesmo. Fique atento para as variações de prazos conforme o Estado, costuma haver variação. Para saber, verifique junto a SEFAZ da sua jurisdição.

Errei na emissão do CTe, o que fazer?

Uma vez que CTe esteja autorizado pela Sefaz, não é possível modificar nenhum dado, já que a assinatura digital é anulada. Neste cenário, confira as alternativas possíveis:

Cancelamento: Se a carga ainda não está em circulação, o CTe pode ser cancelado e emite-se outro. É possível cancelar documento em até sete dias após a emissão.Veja quais são as modalidades que o emissor da CTe deve considerar em cada caso:

CTe de Complemento de Valores: Sempre que a emissão original contenha algum erro para menos, em relação aos valores que deveriam ter sido declarados, permite-se emitir uma certidão extra, ou complementar. O Conhecimento de Transporte complementar deve fazer referência à nota fiscal do CTe anterior.

CTe de Anulação de Valores: Não pode ser usado para retificar erros, somente para cancelar o Cte anteriormente lançado e que se deseja anular. Este CTe (de anulação) precisa conter todas as informações do CTe a substituir, à exceção dos valores. Fique atento, pois cada CTe que foi emitido com informações equivocadas só pode ter um CTe de anulação vinculado, assim como um CTe substituto. Estes últimos não podem ser cancelados, como o original com erros.

CTe Substituto: Esta versão precisa ser emitida assim que seja lançado o CTe de anulação. Seu principal objetivo é permutar o controle com o documento emitido com erros na versão original e manifestar os montantes corretos.

Carta de Correção: É possível enviar uma carta de correção à Sefaz após a autorização, mas fique atento para os casos onde isso não é possível:

  • Não é permitido alterar os dados relacionados aos impostos
  • Não se permite corrigir informações como remetente, tomador e/ou emitente
  • A data de saída ou emissão
    * O envio é feito via Schema e a correção deve conter entre 15 e 1000 caracteres, sem símbolos ou acentos.

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Tipos de Serviços declarados

Confira à qual modalidade se adéqua a emissão do seu CTe. Este item faz menção aos casos onde a carga é transportada por uma ou mais empresas de frete.

Normal: Sempre que a contratada (transportadora) se encarregue do frete até o destino final.

Subcontratação: Sucede quando a transportadora A contrata uma transportadora B para que se encarregue de todo o roteiro do transporte

Redespacho: Sempre que uma empresa de transportes contrate uma terceira para proceder com uma parte dos serviços de frete. A etapa do processo não é relevante, pode ser o primeiro transporte, intermédio ou a última fase.

Redespacho Intermediário: Quando mais de duas transportadoras estejam envolvidas com o transporte de uma carga, este é o tipo de serviço que caracteriza a CTe.

Emissão de CTe em Ambiente de Homologação

Previamente à liberação da emissão do documento no ambiente de produção, em outras palavras: ao emitir um CTe com validade fiscal, o contribuinte precisa emitir em ambiente de homologação, dependendo do Estado de origem. Alguns Estados não requerem esta etapa, mas, nos casos onde incida, os CTes são requisitados para validação no momento da liberação do ambiente de produção.

Esperamos que este artigo tenha lhe ajudado a entender melhor os dados relacionados à emissão do controle e evite inconvenientes do lançamento de informações equivocadas. Aqui no Blog da LupeOn você ainda verá vários artigos esclarecendo as principais dúvidas de quem trabalhe com fretes e emissão de documentos relacionados.

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Defasagem de Frete e Margem de Lucro

Em meio à crise econômica atual, diminuição nos investimentos, juros exorbitantes, impeachment presidencial e uma moeda instável, instalou-se no Brasil um cenário bastante volátil e que oferece pouca segurança. Entre os setores afetados pelo contexto econômico atual, encontra-se o de transportes, que tem visto a defasagem do frete golpear com força a margem de lucro das empresas.

Muitas empresas têm buscado maneiras de contornar a atual conjuntura reduzindo custos, suspendendo investimentos e deixando algumas decisões mais importantes para um futuro que não se sabe bem quando vai chegar, mas a expectativa é de que a economia se reative e o setor volte a crescer. De fato, o Brasil não estancou, nem vai parar, só que é importante reconhecer o momento e se ajustar à diminuição da atividade econômica nacional.

Números e Vilões da Defasagem

Mesmo assim, para ilustrar com números, a NTC & Logística fez uma análise do mercado em 2016 e descobriu que nada menos do que quase 80% das empresas apresentaram queda no volume faturado nos três primeiros meses deste ano. Também que houve uma diminuição de 12,5% no volume transportado e mais da metade das empresas estão com veículos parados, algo que gira em torno de 11% da frota nacional.

A defasagem do frete tem origem em aspectos como a inflação de tudo o que tenha a ver com os custos da transportadora e também no desproporcional acúmulo de diferenças anuais. Entre os campeões (ou vilões) da defasagem encontram-se a mão de obra e gastos com combustíveis. Entre outras variáveis podemos ver o custo com manutenção e atraso no repasse de tarifas.

E a lista segue. Muitas transportadoras diretamente não levam em consideração todos os custos envolvidos e/ou serviços extras que precisam ser contratados, o que afeta diretamente a margem de lucro. Por exemplo: a demora entre a carga e a descarga (TDE), custos com palets, planos de contingenciamento de risco, etc.

 

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Outras dificuldades

Como se não fosse pouco, há outros obstáculos envolvidos. A restrição de circulação de cargas nos centros urbanos afetou o fluxo permanente nas maiores cidades do país. Questões trabalhistas, barreiras fiscais e as exigências dos condutores do início do ano se agregam para aumentar as dificuldades. Por fim, o roubo das cargas, que sempre se intensifica em momentos de crise, também impacta no setor.

Tudo isso pode induzir à fórmula mágica de aumentar o valor do frete. O grande problema é a óbvia perda de competitividade caso o setor não se mova em conjunto, e já vimos aqui no blog da LupeOn que muitas transportadoras trabalham com tabelas desatualizadas. E com a diminuição na atividade, a transportadora pode correr o risco de trabalhar menos, receber menos, investir menos e entrar em um espiral descendente de entrada de recursos.

A margem de lucro, neste caso, pode ser beneficiada por uma redução dos gastos relacionados à cada frete e à otimização dos recursos disponíveis. Investir é uma palavra arriscada neste contexto, mas, muitas vezes, crises abrem portas para novas oportunidades. Instalar uma comissão de compliance pode ajudar a colocar a casa em ordem e transformar perdas em lucros sem a necessidade de investir pesado em infraestrutura, por exemplo.

 

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